Jesus contou a parábola de dois homens que foram orar no templo (Lucas 18). O fariseu não se importava com pecado algum — agradecia a Deus por ser tão melhor que os outros. Já o publicano, esmagado pela consciência, nem ousava levantar os olhos: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador." Jesus concluiu: foi este, e não o outro, que voltou para casa perdoado.
É Provérbios 14.9 em forma de história: o tolo peca e não se importa; o bom quer ser perdoado. E a grande surpresa do Evangelho é que o "bom" não é quem nunca errou — é quem corre para o perdão.
Mas querer ser perdoado não bastaria se não houvesse quem pagasse o preço. Por isso Cristo foi à cruz. O perdão que a sua consciência procura já foi comprado com o sangue d'Ele: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar" (1 João 1.9).
A pior surdez é a da consciência anestesiada; a maior graça é um coração que ainda se importa e corre para Cristo. Não finja que está tudo bem — leve o seu erro a Ele, porque o perdão já está pago.