Salomão nos alerta sobre um dos vícios mais sutis e perigosos do ser humano: a necessidade crônica de validação externa.
A Doçura que Enjoa (O Mel)
O mel é bom. O elogio também é. Reconhecimento justo motiva e encoraja. Porém, o mel é feito para ser uma sobremesa, não o prato principal. Quando a sua motivação para trabalhar, postar nas redes sociais ou até mesmo ajudar na igreja é receber aplausos, você está se empanturrando de açúcar. O resultado é a "diabetes emocional": seu ego incha e a sua resiliência despenca.
A Fome de Aprovação
Quem "anda procurando elogios" revela uma identidade frágil. Se você precisa que os outros digam o quanto você é bom para se sentir valioso, você entregou o controle da sua autoestima na mão de terceiros. Se o aplauso parar, você entra em depressão.
A Glória Reversa
Existe uma ironia na busca pela própria glória: ela gera repulsa. Pessoas que "pescam" elogios se tornam cansativas e arrogantes. A verdadeira honra foge de quem corre atrás dela, mas persegue aqueles que trabalham em silêncio e com excelência.
"Empresas Feitas para Vencer" — Jim Collins
O contraste perfeito deste versículo está nos Líderes Nível 5. Eles são incrivelmente modestos. Eles não procuram o "mel" (holofotes, capas de revistas, fama pessoal). Quando a empresa vai bem, eles olham pela janela para dar o crédito à equipe. Já os CEOs que afundaram empresas eram viciados em elogios; seus egos gigantescos exigiam tanta "nutrição" que não sobrava espaço para a empresa crescer.
"O Poder da Autorresponsabilidade" — Paulo Vieira
O vitimista precisa que os outros tenham pena dele, ou que o aplaudam quando ele faz o mínimo. Ele vive de validação externa. O autorresponsável tem validação interna. Ele faz o que é certo porque é certo, e não para ganhar estrelinha dourada. Ele assume o comando e não depende do humor da plateia para continuar performando.
Jesus foi radical quanto a isso. Em João 5:41, Ele disse: "Eu não aceito a glória que vem dos homens". Quando Jesus multiplicou os pães e a multidão quis fazê-Lo rei à força (o maior banquete de "mel" e elogios possível), o que Ele fez? Ele se retirou sozinho para o monte (João 6:15).
Ele não dependia do aplauso da multidão, porque Sua identidade estava totalmente firmada na voz do Pai (que já havia dito: "Este é o meu Filho amado"). Quando sabemos quem somos em Cristo, o elogio dos homens deixa de ser uma necessidade e passa a ser apenas um detalhe irrelevante.