O capítulo 5 de Provérbios é um alerta severo contra o adultério e a sedução. Salomão usa a água como símbolo de satisfação íntima e revela três lições vitais sobre fidelidade e foco.
A Fidelidade: O Foco Original
A aplicação primária é direta: seja fiel à sua esposa. O casamento é o seu próprio poço. A ilusão da infidelidade é achar que a água do vizinho é mais doce. Não é. Ela é roubada e envenenada.
A verdadeira satisfação conjugal vem de investir tempo e energia para que a sua própria fonte transborde.
A Fuga da Grama do Vizinho
Trazendo para a vida e os negócios, beber do próprio poço significa ter foco. Vivemos na era da distração, onde o negócio do outro sempre parece dar mais dinheiro e a vida do outro no Instagram parece mais feliz.
Quem vive olhando para o poço alheio deixa o seu próprio secar.
O Trabalho de Cavar
Um poço não brota água do nada: exige escavação profunda, manutenção e cuidado. Se o seu casamento ou o seu negócio estão secos, a solução não é pular fora e procurar água fácil em outro lugar.
A solução é cavar mais fundo onde você está. Assuma a responsabilidade de fazer a sua própria água brotar.
Quem vive olhando para o poço alheio deixa o seu próprio secar.
"O Poder da Autorresponsabilidade" — Paulo Vieira
O vitimista reclama que o seu poço está seco e tem inveja da água dos outros. Ele culpa o cônjuge, a economia ou a falta de sorte. O autorresponsável pega a pá. Entende que a qualidade da água que bebe é de sua inteira responsabilidade. Se quer um casamento melhor ou uma empresa mais lucrativa, vai investir na sua própria cisterna.
"Empresas Feitas para Vencer" — Jim Collins
As empresas mediocres sofriam da "Síndrome do Objeto Brilhante": compravam outras empresas aleatórias e tentavam entrar em mercados que não conheciam, bebendo de poços alheios. As empresas Nível 5 focavam fanaticamente no Conceito do Porco-Espinho. Descobriram qual era o seu próprio poço, aquilo em que podiam ser as melhores do mundo, e cavaram ali até jorrar resultados extraordinários.
Em Jeremias 2.13, Deus faz uma acusação terrível: "O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água." A humanidade vive correndo atrás de prazeres passageiros, tentando matar a sede em cisternas rachadas.
Mas em João 4, Jesus encontra a mulher samaritana, que havia buscado satisfação em vários casamentos frustrados, e lhe oferece a Água Viva. Cristo é a nossa fonte inesgotável. Quando bebemos dEle, o Espírito Santo habita em nós, tornando-se "uma fonte de água a jorrar para a vida eterna" (João 4.14).
Quando você está satisfeito em Cristo, tem força e paz para ser fiel ao seu cônjuge, ao seu propósito e à sua missão aqui na terra. A satisfação real começa na fonte certa.