Neste versículo, Salomão entrega o mapa de execução de qualquer projeto de sucesso, seja o lançamento de um novo produto, uma mudança de carreira ou a construção de uma família. Ele divide a vitória em duas fases de bastidor.
A Curadoria do Conselho
Antes de agir, pergunte. Mas não pergunte a qualquer um. O texto diz 'procure os bons conselhos'. O líder arrogante acha que o seu instinto é infalível. O líder sábio entende os seus próprios pontos cegos e busca mentores, especialistas e pessoas que já venceram aquela batalha específica. O sucesso começa na humildade de pedir ajuda.
A Morte da Impulsividade
Vivemos uma epidemia de executores motivados, mas sem direção. Pessoas que abrem negócios baseados apenas na emoção, sem fluxo de caixa ou pesquisa de mercado. A motivação te faz entrar na batalha, mas é o planejamento que te faz sair dela vivo. Entrar no mercado de peito aberto e sem estratégia é tolice disfarçada de coragem.
O Suor Silencioso
Fazer planos e buscar conselhos são atividades de bastidor. Elas não rendem aplausos na internet. O planejamento é um trabalho árduo, chato e silencioso. Mas é esse suor derramado no silêncio da sala de reunião que evita o derramamento de sangue no campo de batalha.
"Empresas Feitas para Vencer" — Jim Collins
Jim Collins fala sobre o conceito de atirar balas de chumbo antes de atirar balas de canhão. As empresas medíocres apostavam todas as fichas (a bala de canhão) numa nova ideia sem testar. As empresas de excelência buscavam dados (conselhos), faziam pequenos testes (balas de chumbo) e, só quando o planejamento se provava correto, disparavam o canhão.
"O Poder da Autorresponsabilidade" — Paulo Vieira
O vitimista abre um negócio sem estudar, quebra em seis meses e culpa o governo ou a crise. O autorresponsável cumpre este provérbio. Se ele vai entrar numa guerra (um novo projeto, um casamento, um investimento), a responsabilidade de calcular os riscos, criar um plano de ação e buscar mentores é dele. O fracasso por falta de planejamento é uma escolha.
Jesus Cristo ensinou esse exato princípio de gestão em Lucas 14:31: "Qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil?"
Cristo nos ensina a calcular o preço. E Deus não ensina o que não vive. A salvação da humanidade não foi um plano B improvisado porque Adão pecou. A Bíblia diz em Apocalipse 13:8 que o Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo.
A cruz foi o plano mais meticuloso, estratégico e perfeito da história do universo, desenhado na eternidade, antes mesmo da batalha começar. Nós servimos a um Deus de ordem, propósito e estratégia. Se o Criador do universo planejou a nossa redenção, que desculpa nós temos para gerirmos negócios no improviso?