Salomão nos dá o diagnóstico perfeito de por que tantas empresas, carreiras e casamentos de sucesso, de repente, estagnam e morrem. O problema não é a falta de recursos; é a falta de fome.
A Síndrome do Estômago Cheio
O que acontece quando você já alcançou um certo nível de sucesso ou conforto? Você fica cheio. A pessoa cheia torna-se seletiva, arrogante e preguiçosa. Ela rejeita até o mel (um bom conselho, uma mentoria, uma nova tecnologia), porque acha que já sabe tudo. A zona de conforto é o cemitério dos talentos. Quando você acha que já chegou lá, você começa a morrer.
A Vantagem Competitiva da Fome
Para quem está com fome (quem tem um propósito claro e vontade de crescer), até a comida amarga é doce. O que é a comida amarga? É acordar cedo, trabalhar no fim de semana, ouvir um feedback duro do cliente, recomeçar do zero. O profissional que tem fome engole as dificuldades com um sorriso, porque ele sabe que aquele amargo é o que vai construir o músculo dele.
O Alinhamento de Expectativas
Cuidado com a saciedade artificial. As redes sociais e as métricas de vaidade nos dão uma falsa sensação de estômago cheio (os aplausos de quem não nos conhece). Mantenha-se inconformado. A gratidão pelo que você tem hoje nunca deve destruir a sua fome pelo que você pode construir amanhã.
"Empresas Feitas para Vencer" — Jim Collins
A frase de abertura deste livro é: 'O bom é inimigo do ótimo'. Empresas que ficaram cheias com os seus resultados bons pararam de inovar e foram engolidas pelo mercado. As empresas de Nível 5 nunca perderam a fome. Elas continuaram a comer comida amarga (pesquisa árdua, cortes necessários, disciplina fanática) mesmo quando já eram as maiores do mundo.
"O Poder da Autorresponsabilidade" — Paulo Vieira
O vitimista não tem fome de crescimento, ele tem fome de facilidade. Se o trabalho fica amargo, ele desiste e culpa a empresa. O autorresponsável abraça o processo. Ele entende que a dor do treinamento, a correção e o trabalho duro são a única dieta que produz campeões.
No Sermão do Monte, Jesus estabeleceu a constituição do Reino de Deus e disse: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos" (Mateus 5:6).
Os fariseus eram os homens do estômago cheio. Eles achavam que a religiosidade deles já era suficiente, por isso rejeitaram Jesus (o Mel, a Palavra encarnada). Mas os pecadores e os doentes estavam famintos. Eles aceitavam a repreensão de Jesus (o amargo do arrependimento) porque sabiam que aquilo lhes traria salvação.
A pior doença espiritual que um cristão pode ter é achar que já orou o suficiente, já leu a Bíblia o suficiente e não precisa mudar mais nada. Que o Espírito Santo nunca nos deixe perder a fome e a sede por mais da presença de Deus.