O versículo fala de algo que ninguém gosta: castigo, repreensão, correção. E dá duas ordens que parecem opostas: preste atenção, ou seja, não despreze, e não se desanime. Há dois jeitos errados de reagir quando a vida, ou Deus, te corrige, e o versículo fecha as duas saídas.
Mas é o versículo 12 que muda tudo: o Senhor corrige quem ele ama, como um pai corrige o filho que quer bem. A correção que dói tem um remetente, e o nome dele é amor.
Reflexão
1A Correção Tem Duas Saídas Erradas: Desprezar e Desanimar
Quando a repreensão chega, a correção do chefe, o tombo que expôs a sua falha, a consequência que doeu, a gente corre para um de dois extremos. Uns desprezam: endurecem, se revoltam, arrumam culpados, fingem que não é com eles. Outros desanimam: afundam, se martirizam, concluem que não prestam e desistem.
O versículo 11 fecha as duas portas: nem endurecer, nem desabar. O caminho do meio é o mais difícil: prestar atenção, aprender e seguir de pé.
2A Dor Sem Propósito Destrói; a Dor com Propósito Forma
A diferença entre um castigo cruel e uma correção amorosa não está na intensidade da dor, está no objetivo por trás dela. O versículo 12 compara com um bom pai: ele não corrige o filho para se vingar, corrige para formar.
O bisturi do cirurgião corta igual à faca do assaltante, mas um cura e o outro mata; a diferença é a intenção da mão que segura a lâmina. Quando você entende que a correção quer te construir, e não te destruir, você para de fugir dela e começa a extrair o que ela veio te ensinar.
3A Correção é a Prova de que Você Não Foi Abandonado
Aqui está a virada que consola: Deus corrige quem ama. Pense bem: você não gasta energia corrigindo um estranho na rua; você corrige o seu filho, porque ele é seu e você se importa com o futuro dele. Um pai que desistiu do filho o deixa fazer o que quiser.
Então, por mais estranho que soe, a correção que você está recebendo pode ser a maior prova de que você não foi esquecido. Deus não lapida pedra que vai jogar fora.